Infraestrutura e Logística

05/11/2019

Estado repassa a Curitiba ferramenta inovadora de gestão de obras

O Governo do Estado e a prefeitura de Curitiba firmaram protocolo de intenção para implantar a metodologia BIM (Modelagem da Informação da Construção), na gestão de obras na capital. A metodologia foi implantada no Estado pela Secretaria da Infraestrutura e Logística, que já a utiliza. Agora, será disponibiliza ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).

O protocolo foi assinado nesta terça-feira (05) pelo secretário da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, e o prefeito Rafael Greca. A ferramenta será aplicada em obras viárias de Curitiba, como o viaduto da Vila São Pedro e a Estação Rodoviária da Marechal Floriano.

Aliando diferentes ferramentas e tecnologias, a metodologia BIM permite a construção de modelos virtuais da obra, possibilitando o acompanhamento detalhado de empreendimentos viários e edificações, desde o estudo de viabilidade até a execução e fiscalização dos canteiros de obras. Ela garante mais qualidade aos projetos e confiabilidade com relação aos prazos e orçamentos.

PRIMEIRA - Em outubro, o governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou um decreto que prevê o uso da metodologia para a gestão das obras públicas do Estado, incluindo empreendimentos rodoviários e edificações. A ideia, porém, é também disponibilizar a ferramenta aos municípios.

Curitiba é a primeira cidade a firmar um protocolo para utilizar a modelagem em obras urbanas, mas o Estado já mantém um convênio para um projeto específico em Ponta Grossa.

“Além de toda eficiência e acompanhamento real da obra, essa ferramenta garante o bom uso do dinheiro público, tanto que se tornou um programa de governo no Paraná”, afirmou Sandro Alex. “Vamos utilizá-la nas obras do Estado, inclusive nas previstas nos acordos de leniência feitos com o Ministério Público, e também levar a projetos importantes dos municípios, sem custos para as prefeituras”, disse.

Em Curitiba, de acordo com o prefeito Rafael Greca, a metodologia também será aplicada em outros projetos de mobilidade, como a evolução do transporte público da capital e as transposições da Linha Verde na região da Marechal Floriano Peixoto, entre elas o trinário dos viadutos da Marechal, Anne Frank e Tenente Francisco Ferreira de Souza.

“A tecnologia BIM é o que há de mais avançado em cálculo e definição de projetos de engenharia, que permite não só desenhar como quantificar, calcular os custos e fazer correções e remodelagem dos projetos”, disse o prefeito. “O convênio com o Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Infraestrutura, com o Ippuc, vai nos permitir colocar a metodologia nos projetos que estão sendo negociados para a Linha Verde”, explicou.

COMO FUNCIONA – Com a metodologia BIM, o modelo de cada obra ou edificação é construído virtualmente, seguindo fielmente o que será aplicado no empreendimento real. As antigas plantas e planilhas dão lugar a um sistema que inclui informações em tempo real, como o planejamento da obra, detalhamento dos materiais, custos quantificados e documentação, o que torna o processo mais transparente e facilita a fiscalização.

No Estado, a inovação já está sendo aplicada em alguns projetos que têm a participação do governo, como nas obras de duplicação da PR-323 e a modernização do Aeroporto de Ponta Grossa. A ideia é que empreendimentos executados pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR), Paraná Edificações, Paranacidade e pela Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) adotem a metodologia.

LABIM – O responsável pela implantação da metodologia no Paraná é o Departamento de Gestão de Projetos e Obras, da Secretaria da Infraestrutura. Dentro desse departamento foi criado o Laboratório BIM Paraná (LaBIM), que se dedica aos estudos e pesquisas para estabelecimento de critérios técnicos para a contratação e a fiscalização de projetos e obras públicas nessa modelagem.

Desde 2015, foram realizados diversos encontros técnicos e treinamentos em softwares BIM dos principais fabricantes mundiais voltados à elaboração de estudos de viabilidade para traçados rodoviários e modelagem (3D) das disciplinas de arquitetura, estrutural e MEP (mecânica, elétrica e canalização) para edificações.


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